Jodda.ia
Voltar para o blog
Estratégia

Shein e AliExpress crescem; Magalu, Casas Bahia e Americanas perdem usuários: o que isso significa para sellers multicanal

Shein e AliExpress avançaram 29% e 28% em usuários ativos no 2º tri de 2026, enquanto Magalu, Casas Bahia e Americanas recuaram até 33%. Para sellers multicanal, o cenário reforça a necessidade de diversificar canais e monitorar margens reais por marketplace.

Felipe Couto08 de julho de 20263 min de leitura
Shein e AliExpress crescem; Magalu, Casas Bahia e Americanas perdem usuários: o que isso significa para sellers multicanal

Shein e AliExpress avançaram 29% e 28% em usuários ativos mensais no Brasil no segundo trimestre de 2026, enquanto Magalu, Casas Bahia e Americanas perderam 9%, 27% e 33%, respectivamente, na mesma comparação. Os dados são de relatório do BTG Pactual com base na Sensor Tower. Para sellers multicanal, o movimento acende um alerta: concentrar operação em players brasileiros tradicionais pode significar perda de alcance — e de receita.

Os números do 2º tri de 2026

A Shein saltou de 87,7 milhões para 113,1 milhões de usuários ativos mensais (MAU). O AliExpress foi de 33,2 milhões para 42,3 milhões. Já o Magalu caiu de 42,9 milhões para 38,8 milhões; a Casas Bahia, de 19,8 milhões para 14,4 milhões; e a Americanas, de 8,2 milhões para 5,5 milhões.

Mercado Livre e Shopee seguem líderes em base total, com 134 milhões e 130,2 milhões de MAU, respectivamente. A Amazon também cresceu 12%, chegando a 61,5 milhões. A Temu, por outro lado, recuou 19%, para 19,7 milhões.

O que isso significa para sellers multicanal

Para quem vende em múltiplos marketplaces, a migração de audiência não é apenas uma curiosidade de mercado. Ela impacta diretamente a alocação de estoque, investimento em ADS e a margem real de cada canal. Um marketplace que perde usuários ativos tende a gerar menos tráfego orgânico, o que pode elevar o custo por clique e reduzir a conversão.

Por outro lado, plataformas em crescimento como Shein e AliExpress podem oferecer novas oportunidades, mas exigem atenção redobrada às taxas, frete subsidiado e regime tributário — especialmente para sellers que operam com CNPJ no regime real.

Como auditar o impacto no lucro real

Diante desse cenário, o seller multicanal precisa de visibilidade pedido a pedido. Não basta saber quanto faturou em cada marketplace; é preciso calcular a margem real considerando comissão, taxas fixas, frete, custo do produto, ADS e tributos. Uma queda de tráfego no Magalu, por exemplo, pode mascarar um canal que ainda é lucrativo — ou revelar que o investimento em ADS está drenando a margem.

Ferramentas de inteligência de lucro, como a Jodda, permitem centralizar pedidos de todos os marketplaces e ERPs, calcular o DRE por SKU e por canal, e identificar onde o lucro real está — e onde ele está sumindo.

Estratégia para o 2º semestre de 2026

Com Shein e AliExpress ganhando tração, vale considerar:

  • Diversificar canais: testar novos marketplaces com baixo custo de entrada, mas monitorando a margem real desde o primeiro pedido.
  • Revisar investimento em ADS: canais com queda de MAU podem exigir mais verba para manter o mesmo ROAS — nem sempre compensa.
  • Auditar repasses: com taxas e comissões variando entre plataformas, uma auditoria de repasse periódica evita surpresas no fechamento do mês.
  • Curva ABC por marketplace: nem todo SKU performa igual em todos os canais. Use dados reais para alocar estoque onde a margem é maior.

O mercado brasileiro de e-commerce segue em movimento. Para o seller profissional, a inteligência de lucro não é um luxo — é a bússola para navegar entre players que crescem e outros que encolhem.

Compartilhar:XLinkedInWhatsApp
#Shein#AliExpress#Magalu#Casas Bahia#Americanas#usuários ativos#marketplace#seller multicanal